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    TransPsicomotricidade Educacional e Clínica  

A Transpsicomotricidade, como a conhecemos hoje, se desenvolve a partir de 2000, a partir das pesquisas realizadas pelo Prof. Dr. Eduardo Costa e pela Profª. L.D. Martha Lovisaro, ambos Psicomotricistas Clínicos e Educacionais, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, na busca de ampliar ainda mais as reflexões sobre a prática psicomotora através do pensamento complexo.

 

A partir de 2016, devido ao rompimento da parceria entre seus criadores, a Formação em TransPsicomotricidade Educacional e Clínica passa a ter apenas o Psicomotricista Eduardo Costa na Coordenação Geral, sendo desenvolvida em diferentes instituições nas cidades do Rio, Goiânia e Fortaleza, com a Coordenação Adjunta das TransPsicomotricistas Renata Costa e Fabienne Bruce.

 

Em 2016 também iniciamos a parceria com a Psicomotricista Dayse Campos, referência na Psicomotricidade Brasileira, precursora no Ceará, que Coordena Pedagogicamente as Turmas Fortaleza das Formações em TransPsicomotricidade Educacional e Clínica.

 

A TransPsicomotricidade se afina com as linhas libertárias e inclusivas em Educação e com a humanização da Saúde e se pretende transreligiosa e promotora de equidade social e de gênero, na contramão de fundamentalismos de qualquer tipo. Fundamentalmente ela tem como objeto de estudo o corpo do sujeito em movimento em suas múltiplas interações.

 

"A Formação em Transpsicomotricidade vem aceitar o desafio da Complexidade e transcender à questão do dualismo corpo-mente, realizando uma ampliação poliocular nas leituras psicomotoras existentes, incluindo o ecológico, o espiritual, o artístico, além de outros múltiplos fatores que compõem a 'unitas multiplex', que é o ser humano."                                                                                                             

                                                                                                                                                 Eduardo Costa

 

 

 



A formação


A TransPsicomotricidade vem a ser um estudo complexo sobre o movimento humano, enquanto ação sobre o mundo interno e externo, buscando compreender a multidimensionalidade do ser nessa relação” Lovisaro, 2000. 


“A TransPsicomotricidade se afina com as linhas libertárias e inclusivas em Educação e com a humanização da Saúde e se pretende transreligiosa e promotora de equidade social e de gênero, na contramão de fundamentalismos de qualquer tipo” Costa, 2013. ​​





 

Bases teóricas

Psicomotricidade (Linhas Livre-expressivas) + Pensamento Complexo + Transdisciplinaridade.

 

A Psicomotricidade baseia-se em uma concepção unificada da pessoa, que integra as interações cognitivas, sensoriomotoras e psíquicas na compreensão das capacidades de ser e de expressar-se, a partir do movimento, em um contexto psicossocial. Ela se constitui por um conjunto de conhecimentos psicológicos, fisiológicos, antropológicos e relacionais que permitem, utilizando o corpo como mediador, abordar o ato motor humano com o intento de favorecer a integração deste sujeito consigo e com o mundo dos objetos e outros sujeitos. Isso demonstra sua epistemologia complexa e transdisciplinar por vocação. Em virtude disto, a Psicomotricidade é chamada de “ciência encruzilhada”, recebendo facilmente profissionais das mais variadas áreas, que sempre acabam por se beneficiar de suas premissas e hipóteses em suas práticas, sejam elas educacionais ou clínicas. O Psicomotricista, em decorrência de sua abordagem original de intervenção, construída na relação e através de técnicas corporais, dispõe de práticas profiláticas, educativas, reeducativas e terapêuticas em seu campo de atuação.

 

Buscar uma forma de pensamento que consiga encontrar saídas mais eficientes para os problemas, cada vez mais complexos, do cotidiano de nosso planeta é o objetivo do Pensamento Complexo.

Parte-se do princípio que a lógica reducionista, que utilizamos ainda hoje – a lógica cartesiana da simplificação – que apesar de avessa à filosofia psicomotora, ainda nutre sua compreensão dos fenômenos - não é mais suficiente para resolver nossas inúmeras e imensas dificuldades coletivas. É preciso, portanto, “complexificar” nosso olhar.

 

Segundo alguns autores:

“Pensamento Complexo é aquele capaz de considerar todas as influências recebidas: internas e externas”. (Petraglia, 1995:47).

 

“É a viagem em busca de um modo de pensamento capaz de respeitar a multidimensionalidade, a riqueza, o mistério do real; e de saber que as determinações - cerebral, cultural, social, histórica - que se impõem a todo pensamento co-determinam sempre o objeto de conhecimento. Ë isto que eu designo por pensamento complexo”. (Morin, 1980:14).“

 

"O termo ”complexidade“, enquanto definição, surgiu em sua obra (Edgar Morin) só a partir do final dos anos 60, advindo da cibernética, da teoria dos sistemas e do conceito de auto-organização” (Petraglia, 1995:47)."

 

“Complexidade é a qualidade do que é complexo. O termo vem do latim: complexus, que significa o que abrange muitos elementos ou várias partes. É um conjunto de circunstâncias, ou coisas interdependentes, ou seja, que apresentam ligação entre si. Trata-se da congregação de elementos que são membros e partícipes do todo. O todo é uma unidade complexa” (Petraglia, 1995:48).

 

“Em ‘transdisciplinaridade’ há, com efeito, ‘trans’ e ‘disciplina’. Dois mundos divergentes, um aberto para o efeito trans, o outro tão austero e racional quanto possível: a disciplina. No entanto, entre trans e disciplina esconde-se uma dinâmica e uma interação constante: a intenção de considerar as qualidades próprias às disciplinas e de abrí-las, de fazer com que se comuniquem entre si e nos mais altos níveis pelo trans. Restituir de algum modo à ordem viva, a das trocas e do sentido, o caráter demasiadamente fixo, demasiadamente determinista das disciplinas e, pela sua união ou osmose, extraí-las do gueto das especialidades para restituí-las à vida e mesmo a novas ciências” (Random, 2000:17).

 

“Como é possível, nos dias de hoje, não ver a necessidade de desenvolvimento do conhecimento científico nas Ciências Humanas que as conduza, gradativamente, a restituir o diálogo direto entre as disciplinas, entre o sujeito e o objeto ou entre o observador e aquele que é observado? O problema do sujeito (seja ele considerado como ator ou agente) é inelutável nas Ciências Humanas. Em uma época de mudança do paradigma científico, a verdadeira questão não é simplesmente o enriquecimento do espírito, nem simplesmente a consciência do sentido da complexidade, mas uma radical e profunda reforma do pensamento, segundo a expressão de Edgar Morin, que supere todas as formas de reducionismo” (Pena-Veja & Nascimento, 1999:8, 9).